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Ética a Nicômaco
A principal obra de ética de Aristóteles. Investiga qual é o bem supremo para o ser humano e como alcançá-lo através da virtude. Argumenta que a felicidade (eudaimonia) é a atividade da alma em conformidade com a virtude, e que as virtudes são hábitos adquiridos pela prática.
Contexto
Escrita por volta de 340 a.C., provavelmente baseada em aulas ministradas no Liceu. O nome 'a Nicômaco' provavelmente refere-se ao filho de Aristóteles, que pode ter editado o texto. É uma das obras mais influentes da história da filosofia moral.
Estrutura
Dividida em 10 livros. Aborda: (1) o bem supremo e a eudaimonia; (2-5) as virtudes morais e intelectuais; (6) a phronesis; (7) a akrasia (fraqueza da vontade); (8-9) a amizade; (10) o prazer e a vida contemplativa.
Impacto
Fundamentou a ética das virtudes moderna (Anscombe, MacIntyre, Nussbaum). Continua sendo leitura obrigatória em cursos de filosofia moral, teologia e teoria política.
Teses centrais
- Todo ser humano deseja a felicidade (eudaimonia)
- A felicidade é atividade da alma em conformidade com a virtude
- A virtude moral é um meio-termo (mesotes) entre dois extremos viciosos
- Não basta conhecer o bem; é preciso praticá-lo (hábito)
- A amizade é essencial para uma vida plena
- A vida contemplativa é a mais elevada forma de felicidade
Passagens célebres
- Uma andorinha só não faz verão (sobre caráter e hábito)
- O que é o meio-termo? Não é o mesmo para todos
- Somos o que fazemos repetidamente. A excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito
- O prazer completa a atividade como a flor da juventude